A informação que circula é de que, após mais de um mês sem patrocínio master, o clube deve anunciar um acordo com uma casa de apostas na casa dos R$ 35 milhões fixos.
É pouco.
Mas essa não é a discussão principal.
O que não é pouco hoje no Santos?
O que o Santos entrega, de fato, para um patrocinador?
É fácil olhar só para o número e reclamar. Difícil é encarar a realidade.
Ah, mas temos Neymar e Gabigol.
De fato.
Mas o que ambos entregam hoje?
Pouco.
Neymar ainda tem muitos créditos. E não são poucos. Literalmente ajudou o Santos a não cair na última temporada. Isso não se apaga.
Mas, diante do que se esperava, ainda é pouco.
Gabriel, até agora, também entrega pouco. Muito abaixo do que o torcedor imagina quando vê o nome dele associado ao clube.
E não para por aí.
O problema não é individual. É estrutural.
O marketing do Santos, liderada por Caio Lacerda, entrega pouco. Um clube do tamanho do Santos não pode ficar tanto tempo sem patrocinador master.
A gestão do futebol, liderada por Alexandre Mattos entrega pouco. Contratações no mínimo duvidosas e extremamente onerosas aos cofres do clube.
A diretoria, liderada por Marcelo Teixeira, entrega pouco. Todo início de temporada sem qualquer planejamento, não cumprindo promessas de campanha e aumentando as dívidas do clube.
A comissão técnica de Vojvoda entrega pouco. Um trabalho, até aqui, sem qualquer legado, sem padrão. Os números falam por si só, pouco.
O elenco entrega pouco. Não possuem personalidade, falta protagonismo, falta assumir o peso da camisa.
E aí vem a pergunta que ninguém quer fazer.
Como exigir muito, se entregamos pouco?
O Santos hoje ainda vive do status de time grande. E com razão. A história sustenta isso.
Mas o futebol não paga por história. Paga por entrega.
E, atualmente, o Santos entrega pouco para o tamanho que acredita ter.
Esse é o ponto.
Não é só o patrocínio que é pouco.
Hoje, quase tudo no Santos é.