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Problemas estomacais x desempenho em campo: Um clássico sul-americano

Em tempos de Covid-19 e suas variantes que assolam o mundo, é preciso redobrar os cuidados em todos os âmbitos da vida social, inclusive no esporte. Os clubes de futebol, no geral, seguem rigorosos protocolos de testagem para que seus atletas continuem viajando e disputando os campeonatos que foram retomados após meses de parada. No entanto, um episódio um tanto quanto curioso, mas não inédito, aconteceu na última partida do Santos pela Libertadores, na Venezuela.

Em entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 contra o Deportivo Lara, que classificou o Santos para a próxima fase (o Peixe enfrenta o San Lorenzo), o  técnico Ariel Holan revelou que uma boa parte do seu grupo superou um “problema estomacal generalizado” antes da partida, “…muitos dos atletas estão com um problema estomacal generalizado, que deu hoje antes do jogo. Então valorizo muito a classificação, anotando tudo que temos para melhorar”.

Quem não lembra/ouviu falar da eliminação do Brasil contra a Argentina por 1×0 pelas oitavas de final da Copa de 1990 na Itália? O episódio ficou conhecido como “da água batizada”, já que o lateral-esquerdo Branco acusou a equipe técnica argentina de dar água adulterada aos atletas brasileiros.

Em 2019, outra equipe brasileira passou por uma situação semelhante pela Libertadores: foi a equipe técnica do Flamengo, na decisão da competição contra o River Plate. Segundo funcionários do clube, o motivo do problema foi a água de um suco ingerido no hotel em Lima. No entanto, o nutricionista percebeu o desconforto causado e impediu que os atletas de tomassem a bebida. Vale lembrar que na decisão de 2019, a partida também foi decidida na prorrogação de forma dramática (mas não queremos relembrar esse contexto, não é mesmo?).

Já em 2016, foi a vez do próprio River Plate sofrer uma baixa de 9 jogadores com infecção estomacal em amistoso realizado contra o Peñarol, no Uruguai. Na oportunidade, o River foi derrotado por 4×1.

Não é de hoje que os jogos envolvendo os países da América do Sul têm fama de “trapaça”, todos os exemplos trazidos demonstram o quanto é importante que as equipes técnicas dos clubes cuidem dos mínimos detalhes antes das partidas para que a saúde e, consequentemente, o desempenho técnico das equipes não sejam prejudicados dentro de campo.

Além dos casos citados acima no futebol sul-americano, as Seleções Brasileira (sub-20) e sueca enfrentaram situações semelhantes, nos anos de 2007 e 2018, respectivamente. Para o Santos, esperamos que a equipe técnica e seus profissionais fiquem em alerta, pois agora a decisão é na Argentina e contra o time do Papa… É preciso ter cuidado até com a água benta, Peixe!

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