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Futebol

10 anos do Tri! Relembre a campanha do Santos na conquista da América em 2011

Neste dia 22 de junho se completam dez anos do terceiro título do Santos de Copa Libertadores da América. A data, cravada na história do alvinegro e do futebol sul-americano, marca a coroação de uma geração que contou com jogadores que hoje se destacam no cenário mundial, como Neymar, Danilo e Alex Sandro, e de outros mais experientes que alcançavam seu auge, como Edu Dracena, Elano e Léo.

O Meu Peixão fez um levantamento de onde estão os jogadores que fizeram parte da campanha do Tri. Agora, relembramos a campanha que levou o Santos de quase eliminado na fase de grupos à glória eterna.

FASE DE GRUPOS – 1ª RODADA
Deportivo Táchira-VEN 0x0 Santos

Sob o comando do técnico Adilson Batista, o Santos estreou na competição continental jogando fora de casa e, com Neymar ainda cansado da conquista do Sul-Americano sub-20 com a seleção 48 horas antes, não teve sua melhor atuação.

Na primeira etapa, o Peixe foi superior e criou mais chances que o time da casa, que, em compensação, na etapa final dominou a equipe alvinegra. Mas o marcador terminou sem gols para ambos.

FASE DE GRUPOS – 2ª RODADA
Santos 1×1 Cerro Porteño-PAR

Na primeira partida sem o demitido Adilson Batista, Marcelo Martelotte assumiu interinamente a equipe com a missão de iniciar uma recuperação no torneio continental. Desde o empate com o Deportivo Táchira, o Santos já chegava a três partidas sem vitória contando com o Campeonato Paulista.

Em um primeiro tempo onde dependia de lances esporádicos de Neymar, o Peixe sentia o perigo paraguaio nos pés do jovem Iturbe, de apenas 17 anos. Na etapa final, o alvinegro voltou melhor e após belo passe de Diogo, Zé Love driblou o goleiro e sofreu pênalti, convertido por Elano.

Perto da primeira vitória na Libertadores, o Santos bobeou aos 45 minutos do segundo tempo. Barreto recebeu e foi derrubado por Edu Dracena na área. Nanni cobrou a penalidade e deu números finais à partida.

FASE DE GRUPOS – 3ª RODADA
Colo-Colo-CHI 3×2 Santos

O Santos foi ao Chile desesperado por uma vitória e isso foi visto no gol logo aos 4 minutos. Com falta a cobrar quase no meio de campo, Elano deu pinta de que mandaria no gol. O narrador Cléber Machado avisava: “Vai testar o Castillo, goleiro do Colo-Colo? Vamos ao teste!”. Um míssil, que mudou seu rumo diversas vezes, confundiu o goleiro rival e parou no fundo das redes. A pane do Peixe resultou em gols dos chilenos aos 26, com Paredes, aos 34, com Miralles, e aos 41, com Scotti.

Na etapa final, novamente logo no começo do jogo, aos 3 minutos, Ganso fez boa jogada e deixou Neymar livre, cara a cara com o goleiro Castillo. O camisa 11 driblou o arqueiro e mandou para o fundo do gol. Mas a reação pararia por aí, apesar de o Peixe controlar melhor a partida no segundo tempo e, no final, ambas as equipes criarem oportunidades.

A situação do Santos parecia quase irreversível.

FASE DE GRUPOS – 4ª RODADA
Santos 3×2 Colo-Colo-CHI

Com Muricy Ramalho no camarote, a noite parecia de festa. O Peixe abriu 3 a 0 no placar, com belo gol de falta de Elano aos 33 do primeiro tempo, Danilo, driblando o goleiro Castillo aos 35, e um golaço de Neymar, aos 6 do segundo tempo.

E justamente no terceiro gol do Santos, a festa começaria a se transformar em drama. Neymar colocou uma máscara da torcida, com seu rosto, e foi expulso pelo segundo cartão amarelo. Com Elano expulso do banco de reservas e Zé Love também recebendo o vermelho, junto com o zagueiro adversário Scotti, a situação ficava dramática para o alvinegro. O Colo-Colo descontou aos 36, com Jerez, e aos 41, com Rubio, mas o Santos conseguiu segurar a vitória e garantir os três pontos. Entretanto, a equipe teria partida decisiva contra o Cerro Porteño, no Paraguai, precisando vencer e desfalcada de Elano, Neymar e Zé Love.

FASE DE GRUPOS – 5ª RODADA
Cerro Porteño-PAR 1×2 Santos

Comandado por Muricy Ramalho pela primeira vez na Libertadores, o Santos chegou ao gol logo aos 12 minutos e que gol. Danilo, atuando como volante, brigou no meio de campo, se livrou da marcação avançando à intermediária, ajeitou para a perna esquerda, que não é a boa, e mandou uma bomba, do meio da rua, para inaugurar o marcador.

No início do segundo tempo, Ganso deu o bote e tocou para Maikon Leite, que saiu na cara do goleiro e marcou o segundo gol. No último lance da partida, após bola alçada na área, Pedro Benítez desviou para o gol e descontou para os paraguaios.

FASE DE GRUPOS – 6ª RODADA
Santos 3×1 Deportivo Táchira-VEN

No primeiro jogo da campanha no Pacaembu, o Santos se colocava nas oitavas de final logo no início do jogo, aos 4 minutos. Após boa jogada de Léo e corta-luz de Zé Love, Neymar invadiu a área e chutou para o gol, a bola desviou na marcação e parou no fundo das redes do adversário. Aos 12, Danilo tocou para Jonathan. O lateral-direito invadiu a área e chutou forte no canto de Sanhouse.

Aos 24 minutos da etapa final, Gerzon Chacón cobrou falta na entrada da área com muita categoria e descontou. Entretanto, aos 27, o Santos colocaria os dois pés no mata-mata continental. Neymar invadiu a área e tocou para Zé Love com o gol aberto. O atacante furou, mas depois dominou e tocou para trás para Danilo marcar o terceiro gol.

O Peixe chegava às oitavas de final da Libertadores após quase ser eliminado na fase de grupos.

OITAVAS DE FINAL – JOGO DE IDA
Santos 1×0 América-MEX

Diante de um adversário fechado, o Santos buscava maneiras de furar o bloqueio mexicano e conseguiu ainda na etapa inicial. Aos 38, Neymar fez a jogada pelo lado esquerdo e tocou para Ganso. O camisa 10 dominou passando o pé por cima da bola e já ajeitando para um chute forte, rasteiro e no canto de Ochoa.

O Peixe largava na frente dos mexicanos pela vaga nas quartas de final sob os olhares do Rei Pelé, que marcou presença na Vila Belmiro.

OITAVAS DE FINAL – JOGO DE VOLTA
América-MEX 0x0 Santos

Com o Azteca sendo palco de show da banda americana U2, o Santos foi até Querétaro, onde testou o coração de seu torcedor. Em uma equipe com Neymar, Ganso, que acertou bola na trave, e Elano, quem decidiu o jogo foi o goleiro Rafael Cabral.

Aos 20 anos, prestes a completar 21, o arqueiro viveu noite de goleiro experiente, digna de campeão da América, e fez defesas fundamentais em, pelo menos, quatro oportunidades e garantiu a classificação à fase seguinte.

QUARTAS DE FINAL – JOGO DE IDA
Once Caldas-COL 0x1 Santos

Classificado como a pior campanha da fase de grupos, o colombiano Once Caldas eliminou o Cruzeiro, dono da melhor campanha da fase inicial, em plena Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Sem Ganso, lesionado, coube a Neymar acumular a função na armação junto de Alan Patrick. E, aos 42 minutos da etapa inicial, o camisa 11 mostrou que estava preparado. Driblou a marcação do lado direito, trouxe para o meio e deu lindo passe de três dedos para Alan Patrick, que invadiu a área e marcou o único gol do jogo e que deu a vantagem ao Peixe.

QUARTAS DE FINAL – JOGO DE VOLTA
Santos 1×1 Once Caldas-COL

A vantagem que já existia, ficou maior ainda com 11 minutos da etapa inicial. Após tentativa de passe de Danilo, a marcação bloqueou e sobrou para Neymar. Na entrada da área, o camisa 11 ajeitou e mandou uma pancada para o fundo do gol.

Aos 29, a sorte mudou. Após cobrança de falta, Mirabaje desviou e a bola sobrou para Rentería, que mandou para o fundo do gol e empatou a partida.

Com um minuto de jogo no segundo tempo, Zé Eduardo recebeu livre e sozinho, cara a cara com o goleiro, e mandou por cima do gol. Aos 38, Neymar foi derrubado na área e o árbitro marcou o pênalti. Na cobrança, o próprio camisa 11 foi para a bola e Martínez defendeu.

SEMIFINAL – JOGO DE IDA
Santos 1×0 Cerro Porteño-PAR

A semifinal marcou o reencontro entre o Peixe e a equipe paraguaia, que estavam no mesmo grupo na fase inicial, e, sem Ganso, teve dificuldades para armar jogadas e furar a muralha paraguaia.

Mas aos 43 minutos da etapa inicial, brilhou mais uma vez a estrela de Neymar, que fez a jogada, foi à linha de fundo e cruzou no segundo pau. O capitão Edu Dracena subiu mais alto que a marcação e cabeceou. A bola bateu no travessão antes de cruzar a linha do gol.

Com a vitória, o Santos levou uma vantagem, mesmo que mínima, para o jogo de volta no Paraguai.

SEMIFINAL – JOGO DE VOLTA
Cerro Porteño-PAR 3X3 Santos

A vantagem, assim como contra o Once Caldas, aumentou logo no início. O Santos, com um primeiro tempo arrasador, marcou em cabeçada de Zé Love, que não marcava havia quase três meses, aos 2 minutos, e em gol contra bizarro de Pedro Benítez com direito a frango do goleiro Barreto, aos 27.

Aos 31, no entanto, após cobrança de escanteio de Iturbe, César Benítez descontou. Mas o Peixe tinha mais cartas na manga. Aos 41, Arouca tocou para Neymar, que invadiu a área e chutou forte no canto e ampliou a vantagem: 3 a 1 para o alvinegro.

No segundo tempo, o susto. Lucero, aos 15, e Fabbro, em um golaço de longe aos 36, mantiveram o Cerro Porteño vivo na partida. Mas o placar não mudaria mais. 3 a 3 e vaga alvinegra garantida na final da Libertadores depois de oito anos (em 2003, foi vice-campeão para o Boca Juniors-ARG).

FINAL – JOGO DE IDA
Peñarol-URU 0X0 Santos

Na final, o Santos cruzava com o Peñarol comandado por Diego Aguirre e reencontrava o adversário da primeira conquista em 1962. O Peixe teve os desfalques de Edu Dracena, expulso contra o Cerro Porteño, e Ganso, Léo e Jonathan, lesionados.

A partida foi aberta e ambas as equipes criaram chances para marcar. O Santos teve atuação segura e levou perigo ao gol de Sosa, mas não conseguiu marcar, mesmo com Zé Love tendo duas ótimas chances na etapa final, uma parou em Sosa, a outra foi para fora.

A pá de cal quase veio aos 40 minutos da etapa final, quando Alonso marcou, mas o bandeira marcou o impedimento. E a primeira etapa da decisão terminou em 0 a 0.

FINAL – JOGO DE VOLTA
Santos 2×1 Peñarol-URU

22 de junho de 2011. A redenção. A consagração de uma geração.

Com o Pacaembu lotado e com, mais uma vez, a presença de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. A história não podia ser diferente.

No primeiro tempo, o 0 a 0 se manteve no placar e a decisão ficou para os 45 minutos finais. Ou menos do que isso.

Com um minuto, Arouca arrancou, tocou para Ganso, que devolveu de letra. O camisa 5 deu um passe de três dedos para Neymar chutar de primeira, no canto de Sosa e abrir o marcador. Aos 23, Elano abriu pela direita para Danilo. O volante e lateral-direito invadiu a área, trouxe para a perna esquerda e tocou no canto, para ampliar. Aos 34, no entanto, os uruguaios descontaram. Após cruzamento rasteiro, Durval desviou e mandou a bola contra o próprio gol. Mas, naquela noite, tiraria a glória eterna do Santos. Nada impediria a taça de voltar para a Vila Belmiro 48 anos depois da última conquista.

Santos, tricampeão da Copa Libertadores da América.

 

21 anos, estudante de Jornalismo na UNISANTA. Apaixonado pelo jornalismo, fanático por futebol.

1 Comentário

1 Comentário

  1. FRANCISCO ERNESTO DO ROSARIO

    22 de junho de 2021 às 21:04

    Tempos e momentos inesquecíveis. SANTOS MINHA PAIXÃO que nem diz Milton Neves

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