O jogo de ontem contra o Mirassol, mostrou que os 12 dias de intervalo entre a partida contra o Vasco no dia 26 de fevereiro e ontem, contra o Mirassol, mostrou o que o torcedor não queria ver, de jeito nenhum. Um futebol muito fraco, sem mudança alguma na formação tática, que foi montada mais uma vez erradamente e, mesmo nas mudanças, Vojvoda seguiu errando e, o empate, foi um grande lucro para o Santos que se arrasta neste início de Campeonato Brasileiro, após a eliminação no Paulista para o Novorizontino, que foi conquistado pelo Palmeiras.
Contra o Novorizontino, Vojvoda errou feio quando entrou com três volantes, Willian Arão, João Schmidt e Gabriel Bontempo. O técnico errou mais ainda quando também entrou com três atacantes, Rony, Gabigol e Thaciano. O erro deixou uma ‘cratera’ no meio-campo e a criação de jogadas inexistiu. A cobertura para o setor defensivo também foi fraca e o que se viu foi o Mirassol deitar e rolar pela esquerda com Negueba e Shaylon, e foi por onde aconteceram os gols do time do interior paulista.
Nas mudanças, novo erro. O técnico opta em tirar Willian Arão, João Schmidt e Vinícius Lira, para entrar com Christian Oliva (único que entrou bem), Gabriel Menino e Álvaro Barreal, que entrou improvisado na lateral esquerda e, perdendo por 2 a 0, fez três mudanças visando apenas o setor defensivo, sendo que precisava buscar o resultado. A situação só não piorou neste momento, porque o técnico do Mirassol optou em tirar Negueba e Shaylon, os destaques da partida.
Minutos depois, Vojvoda voltou a mexer no time, quando tirou Luan Peres (lesionado) e Gabriel Bontempo, para a entrada de Zé Ivaldo e Rollheiser, a única substituição que visou melhorar o setor ofensivo. As mudanças pouco surtiram efeito, mas enfim, uma única bola chegou em boas condições para o Gabigol com lançamento de Christian Oliva, fez o primeiro gol santista, aos 35 minutos do segundo tempo, dando esperança para voltar pra Baixada, com um resultado melhor. Aos 43, foi a vez do VAR entrar em ação e solicitar avaliação do árbitro Raphael Claus, em um lance que tinha Gabigol na área e, o árbitro apontou penalidade máxima. Gabigol aproveitou a oportunidade, empatou a partida e evitou vexame maior para o Santos. De quebra, o atacante ainda deixou boa impressão ao técnico Carlo Ancelotti, que foi para o interior paulista, na intensão de ver Neymar.
O empate em 2 a 2, contudo que se viu na partida, foi um bom resultado para o Santos, mas muito longe da atuação muito fraca em campo, com erros de montagem de esquema tático, posicionamento e escolhas. A pressão só aumenta sobre o técnico Vojvoda que no domingo, tem clássico paulista na Vila Belmiro contra o Corinthians, onde certamente a torcida cobrará muito uma mudança de comportamento e de futebol. Segundo o técnico, Neymar estará em campo no final de semana, já que ele ficou de fora e o próprio treinador afirmou que só quer usar o ídolo santista com 100% de condições de jogo.
A única certeza que se tem neste momento, é que se o time não vencer o clássico paulista e mostrar mudança rápida, Vojvoda corre o risco de ‘não comer bacalhau’ na Baixada em 2026.