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“Jogadoras saíram, outras vão vir”, diz Sandra Santos sobre reestruturação das Sereinhas

Faltando pouco mais de um mês para iniciar a nova temporada, as Sereinhas seguem protagonizando uma história de suspense para o torcedor santista.  A categoria de base do futebol feminino já perdeu 14 jogadoras desde abril.

O Santos se pronunciou no dia primeiro de maio sem muitos detalhes, dizendo que mudanças são normais em começo de temporada, e que a equipe estaria passando por reestruturação.

É importante destacar, que o jogo de volta da semifinal do Brasileirão Sub-18 aconteceu no dia 6 de março. Sendo assim, a temporada 2021 começou de fato para o time no mês de abril.

As primeiras a saírem, hoje já estão em outros clubes. Kamile foi para o Internacional, Ana Júlia, Amanda Dias e Ana Luíza fazem parte da equipe do São Paulo e Miracatu está com o novo elenco, mas ainda não foi anunciada.

Desde o início do mês de maio, mais atletas se juntaram a lista de ex-sereinhas, são elas: Amanda Camargo, Gabi Medeiros, Maria Eduarda Pimenta, Livia Mathias, Ana Beatriz Araújo, Isa Cabral, Luana Lima, Sabrina Barbosa e Ana Laura Ribeiro.

Segundo a Ana Beatriz Araújo, a antiga gestão já havia feito promessas de melhorias para o elenco que não recebia nenhuma ajuda de custo.

“Houve uma reunião com o Amaury e ele disse que não daria para melhorar a situação agora, pois o clube não tem os recursos e isso acabou me desanimando. Que fosse mínima a mudança, mas esperávamos algo”, conta Ana.

“Eu acho que falta uma ajuda de custo, pois a maioria das meninas vão de trem ou de ônibus. O Santos é um ótimo clube, mas não cumpriu promessas”, desabafa Gabi Medeiros. “O foco deveria ser maior na base e também poderiam oferecer uma melhor estrutura”, finaliza.

MENINAS EM CAMPO

As Sereinhas treinam no campo oferecido pelo projeto social parceiro do clube, ‘Meninas em Campo’, localizado no bairro do Butantã em São Paulo.

A parceria nasceu em 2018, foi oficializada em novembro, mas antes disso o clube já tinha se organizado e chegou até a participar do Campeonato Paulista Sub-17 que começou em agosto.

O projeto foi fundamental para que o clube criasse as Sereinhas, e por coincidência ou não, isso aconteceu quando Sandra Santos, coordenadora do ‘Meninas em Campo’, chegou no clube como auxiliar técnica e coach da equipe profissional comandada por Emily Lima.

Um ex-funcionário afirma que a ideia da parceria é boa, mas a diretoria acabou não dando respaldo o suficiente e houve algumas divergências entre responsáveis do projeto e profissionais da comissão técnica.

Felipe Freitas confirma que realmente haviam problemas e algumas vezes as decisões tomadas pelo projeto não beneficiaram a equipe. “Próximo de partidas importantes do Campeonato Paulista sub-17, não tivemos acesso ao campo para treinar. Eu acredito que a pandemia foi usada como desculpa para desestabilizar o time”, admite o ex-treinador.

Freitas ainda relembra que um pouco antes da sua demissão, o procuraram e pediram para que ele pensasse em outros projetos sociais. O educador físico chegou a conversar com os responsáveis do ‘Projeto Vila Maria – Um Caso de amor’, mas o desligamento do clube impediu os planos.

As jogadoras afirmam que Sandra não participava dos treinos, o que faz crer que as diferenças ocorriam apenas nos bastidores, e fontes ligadas ao clube já disseram que não é a primeira vez.

Contudo, Sandra Santos está a frente da categoria como treinadora, e em conversa ao Meu Peixão afirmou que o torcedor pode ficar tranquilo em relação ao futuro da equipe.

“O primeiro ano da base foi idealizado sobre minha coordenação. Desde que comecei aqui eu tenho o mesmo objetivo: ser uma das melhores equipes de base”, enfatiza Sandra.

A coach também confirmou que novas atletas já estão a caminho, não foi possível realizar peneiras, mas utilizaram recursos para avaliar jogadoras que já estavam no radar do clube.

“A comissão técnica já está formada, temos atletas chegando e estou apta para comandar a equipe nessa temporada. Já fui coordenadora, atuei como técnica outras vezes antes de chegar aqui. Os torcedores podem esperar um excelente trabalho dando continuidade no que já foi feito. Jogadoras saíram, outras vão vir, o momento agora é de renovação”, finaliza a treinadora que diz possuir licença B da CBF.

Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília (Unisanta), caiçara e apaixonada por futebol.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Jorgeane Soares de Moura Silva

    15 de maio de 2021 às 14:13

    Parabéns pela matéria

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