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Aos 35 anos, Maurine explica aposentadoria e prioriza a família: “Eu decidi ser mãe”

Crédito: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Santos FC

Multicampeã e terceira maior artilheira da história das Sereias da Vila com 57 gols, atrás de Ketlen e Sole Jaimes, a lateral e meia Maurine anunciou sua aposentadoria na última terça-feira (08). Referência na Seleção Brasileira, a atleta falou sobre a motivação em encerrar a carreira.

“O pensamento sobre a minha aposentadoria surgiu no ano passado. Eu e minha família já estávamos conversando sobre isso, fui me preparando mentalmente durante esse ano jogando no Famalicão”, revelou a atleta, que estava no futebol português desde 2020.

Maurine tomou a decisão junto com seu marido que também é jogador de futebol, o zagueiro Wellington, que atua pelo CSA.

“O momento escolhido foi porque eu decidi ser mãe, sempre tive esse desejo e esperei um tempo que fosse bom para mim. Estou com 35 anos e acho que é uma idade boa para a maternidade”, contou.

Assim como para muitos atletas, a meia precisou trabalhar o psicológico ao deixar os mais de 20 anos de carreira, e disse que foi necessário um planejamento, para que a atitude fosse o menos impactante possível.

Revelada pelas categorias de base do Grêmio, Maurine possui passagens por clubes como o New York Flash, dos Estados Unidos, Centro Olímpico, Ferroviária, São Caetano e Flamengo.

Pelas Sereias, conquistou três Campeonatos Paulistas, duas Copas do Brasil, um Brasileiro e duas Libertadores da América. Defendeu o clube por oito anos em duas passagens, a primeira em 2008 e 2011 e a segunda de 2016 a 2019.

Ícone com a camisa amarelinha, coleciona medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2008, uma Copa América e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2015.

“Minha lembrança mais marcante na carreira foi na Libertadores de 2010 com o Santos, onde eu fiz o gol no último minuto contra o Everton (Chile), foi 1 a 0 e fomos campeões. O momento mais difícil aconteceu quando eu perdi meu pai, um dia antes de jogar a semifinal do Pan-Americano com a Seleção Brasileira em Guadalajara”, recordou a lateral, autora do gol da vitória contra o México, que levou a equipe à final.

Desde que voltou ao Brasil em maio, a torcida santista manteve a expectativa da meio-campista  voltar a defender a camisa do clube. Após o anuncio da aposentadoria, os fãs da jogadora pediram nas redes sociais que a atleta fosse homenageada.

“Eu gostaria de ter me despedido com um jogo, mas infelizmente não deu certo. Também seria muito legal ter a minha foto no muro, um privilégio por tudo o que eu passei. Eu tenho um amor muito grande pelo Santos. Conquistei todos os títulos que almejava, para mim, ‘é um orgulho que nem todos podem ter’ como diz no hino”, declarou.

Aposentada da Seleção desde 2017, a jogadora finalizou a conversa com o Meu Peixão lembrando o que a motivou a não vestir mais a amarelinha.

Logo após a demissão da técnica Emiy Lima, primeira mulher a comandar a Seleção Brasileira, nomes como Cristiane, Rosana, Fran e Andreia Rosa também pediram dispensa.

“Todos pensam que a minha saída da Seleção foi por causa da Emily, mas não foi. Eu não estava mais feliz lá dentro. Quando a Emily entrou, eu falei para ela que não queria mais ser convocada, mas ela me motivou a voltar. Como eu já estava insatisfeita com algumas coisas que aconteceram, resolvi me aposentar”, concluiu Maurine.

Jornalista graduada pela Universidade Metodista. Atualmente a única repórter de campo no ABC Paulista. Coleciona transmissões pela FPFTV, CBFTV e Santos TV.

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