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O dia que eu fui com a camisa 10 do Santos em um jogo de futebol na europa.

Hoje eu trouxe um texto diferente, o que vocês vão ler nos próximos minutos é um relato pessoal.
Desde que me entendo por gente, eu escuto coisas do tipo: “O Santos é time brasileiro mais conhecido do mundo.”, “A Camisa 10 do santos é reconhecida no 4 continentes.” Entre outras reverências aos nosso peixão. Confesso, que por muito tempo eu pensei que tais afirmações não passavam de estratégias de Marketing. Bom, esse teoria minha caiu lá em 2017, quando vesti o manto pela primeira vez fora do Brasil, lá em Malta. Pra quem não conhece, a Ilha de Malta fica ao sul da Italia, e é um país bem pequeno, com aproximadamente 500 mil habitantes. E mesmo assim, foi só colocar o manto e caminhar alguns metros até a escola que ouvi  diversas vozes com sotaques cometando… “Oooo Santos”, “Oooo Santos de Pelé,  “Santos de Neymar”. E a mesma situação, aconteceu na Itália e em Portugal. Inclusive, se gostarem deste tipo de conteúdo, posso contar outros relatos com mais detalhes em cada país.

Lá em Malta eu ainda encontrei mais dois Santistas.

Bom, sem mais enrolação, vamos título deste texto: “O dia que eu fui com a camisa 10 do Santos em um jogo de futebol na Europa.” Mais especificamente, na Alemanha, país que moro hoje. Vamos lá, o dia era 23 de outubro de 2021, aniversário de 81 anos do Rei Pelé. Viajei 2h30 até Munique, para assitir Bayern x Hoffenheim. Vesti o mano, mas como de costume estava um frio lascado por aqui, não teve jeito, tive que jogar umas 2 ou 3 blusas por cima.

Chegando na Allianz Arena, fui visitar a loja oficial do clube, e me deparei com uma parede que simulava um vestiário. Lá estavam expostas as camisetas do elenco atual do Bayern. Olhei pro paredão e pensei: “Pode juntar todas essas camisetas e mesmo assim não chegará aos pé da minha.” Aí, tirei essa foto aí.

“É a camisa de Pelé que está em campo, vocês terão que respeitar o nosso manto.”

Zoeira feita, vamos ao jogo…. O Bayern passeou! 4×0, sem sustos, gols de Gnabry, Lewandowski, Choupo-Moting e Coman… Vou aproveitar para afimar outra máxima que ouvimos muito no Brasil, o futebol aqui realmente é outro nível, outro esporte. Desde a experiência pré-jogo, passando pela estrutura e organização do estádio, até a qualidade o jogo. É pessoal, dói falar, mas 7×1 foi pouco. A diferença entre nós e eles é muito maior.

Dito isso… Eles não tem o Rei do Futebol, né!? E foi aí que mostrei ao ZAP. Juizão apitou o final do jogo na Allianz Arena, e eu já logo me adiantei para bater uma foto. Tirei as blusas, coloquei o manto pra jogo, e pedi para meu amigo tirar uma foto. Não deu nem tempo de fazer a pose. Eu já comecei a ouvir… “Oooo Pelé”, “Pelé, Pelé, Pelé”, “Saaaaantosss, Saaannntosss” (no ritmo deles claro), olhei pra trás e tinha um grupo com uns 7 alemães me aplaudindo. Até uma criança, desceu correndo e me abraçou. Cara, que sensação absurda foi aquela. E não parou por aí, tirei duas ou três fotos, agradeci meu amigo, e já me agilizei para colocar as blusas. Quem disse que os alemães deixaram! Os caras fizeram uma festa, me deram um cachecol do Bayern e pediram para tirar fotos comigo, comigo não né!? Com a camisa mais pesada da história do futebol.

Tomei um susto quando a criança me abraçou, e me amigo tirou a foto bem na hora.

QUE DIA FOI AQUELE MEUS AMIGOS!  Uma sensanção indescritível, eu lembro de pensar: “Eu estou do outro lado do mundo, no dia do aniversário do Rei, e tem uns gringo revereciando o melhor jogador da história e o maior time do mundo.” Obrigado Santos, realmente “É UM ORGULHO QUE NEM TODOS PODEM TER.”

Publicitário e Santista sobrevivente da década de 90.

4 Comentários

4 Comentários

  1. Guilherme Barreto

    20 de janeiro de 2022 às 19:36

    Matéria sensacional! Passei por algo parecido em Ubatuba litoral norte de SP! Estava com o Mando do peixe em um café e simplesmente me abordaram falando da camisa do peixe, do Neymar, do Pelé e tudo mas!

    • Igor Carvalho

      21 de janeiro de 2022 às 05:15

      Valeu Guilherme!! Nosso manto é pesado demais!

  2. luizbasilior

    20 de janeiro de 2022 às 14:27

    cara! que história! me emocionei

    • Igor Carvalho

      21 de janeiro de 2022 às 05:16

      Valeu Luiz. Só a gente pode sentir esse orgulho!

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