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Como é a saída de bola do Santos?

Você já deve ter se perguntado alguma vez do motivo de o Cuca fazer essa saída de bola e no mínimo reclamado, talvez xingado um bocado né? O que ele quer aprontar? Por que ele gosta de “sofrer” tanto, se era mais fácil apenas dar o bom e velho chutão?

 

Análise Tática da Equipe do Santos FC

 

Bom, antes de mais nada, precisamos voltar um pouco na história. Precisamos falar de Ricardo La Volpe, técnico argentino, que há anos reside na Argentina e recriou a maneira de fazer a saída de jogo do futebol, com isso técnicos mundo afora, inclusive Mourinho e Guardiola (que o citaram em suas respectivas biografias), começaram a se utilizar bastante deste modelo tático. No que ele consiste?

La Volpe, notando que seus defensores tinham muitos problemas defensivos em sair jogando, principalmente quando dois zagueiros se viam frente a dois atacantes, trouxe um volante, que nesse caso foi Rafa Marquez (de tantos anos no Barcelona).

 

Ricardo La Volpe, técnico argentino, que há anos mora no México.

 

Contudo, no Santos varia-se entre Sandry, Guilherme Nunes, Balieiro e Jobson, de modo que Diego Pituca também realizou essa função enquanto jogou aqui. A tática consiste no volante se juntando aos zagueiros, criando uma superioridade numérica, criando possibilidade de linhas de passe e auxiliando os defensores para que possam levar essa bola ao ataque sem que aconteça o famoso chutão.

Santos com a Saída de La Volpe

 

 

Porém, com a saída de Diego Pituca, Sandry ficará sobrecarregado nessa função de carregar mais a bola ao ataque, justamente por ter maior qualidade de passes que Alison, seu principal companheiro de volante, neste atual momento. Cada um tem sua determinada função, seja em construir as jogadas, como é nesse caso específico do jovem jogador da base santista.

 

No Santos, Cuca utiliza uma saída de bola com o esquema 3-4-3 (nosso esquema principal é o 4-3-3), e aí vai de cada treinador essa variação, mas nesse nosso caso específico, nossos laterais avançam a segunda linha para ajudar nas criações e construções de jogadas, assim como os atacantes, que se aproximam para criar aproximações e triangulações, com isso criando movimentações para finalizações. Lembramos que o meio de campo do Santos não tem alta estatura, então teríamos que sempre procurar Lucas Braga nessa ligação aérea, de modo que o atacante sempre estaria brigando por uma segunda bola. Aí surge a seguinte questão, melhor manter a bola em nossos pés e sair jogando ou se utilizar do chutão?

 

 

Por fim, que o próximo comandante do Peixe venha com mais ideias e modelos de jogo, que possam enriquecer as variações e esquemas táticos e não só a saída de jogo, pois em diversas partidas tivemos problemas na saída de bola, além de demonstrar ao time que a saída de bola é muito importante. Ilustrando, o que aconteceu contra o Ceará na Copa do Brasil, onde o Alvinegro Praiano não conseguia manter a bola em seus pés, utilizando-se de chutões e ligações diretas, nos custou uma eliminação precoce.

Analista de Mercado e de desempenho, gosto de falar de futebol como num todo, inclusive futebol feminino. Santista de nascimento, de alma e coração.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Carolline

    17 de fevereiro de 2021 às 15:06

    Showww, parça!

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