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Conselheiro Vasco Vieira falece em decorrência de Covid-19

Conselheiro do Santos Futebol Clube, o advogado e comerciante Vasco Vieira faleceu na manhã desta sexta-feira (9/4) em Santos em virtude de complicações da Covid-19. Santista fanático, Vasco tinha longa ficha de serviços prestados ao Santos FC. Não gostava de holofotes e colaborou muito com o clube nos bastidores, sem ganhar o devido reconhecimento de suas atividades no Alvinegro.

Ao lado do também comerciante Antonio Curi (pai de Daniel Curi que foi candidato a presidente do Santos no último pleito), Vasco coordenou a campanha vitoriosa de Rubens Quintas Ovalle à Presidência do Santos em 1977, quando se elegeu pela primeira vez conselheiro do clube e participou ativamente da gestão como diretor colaborando para sanear as finanças alvinegras na época.

Nunca se furtou a colaborar com o Santos. Foi proprietário por décadas de camarote no clube e sempre que convocado atendeu os chamados do Santos, seja qual for o presidente de momento

Continuou conselheiro retornando à diretora em 1992, na primeira gestão de Marcelo Teixeira no clube, quando foi um dos articuladores do início dos estudos para a construção do Museu do Santos em parceria com o Museu da Pessoa de São Paulo.

Depois retornou ao conselho do clube nos Anos 2000, quando Marcelo Teixeira retornou à presidência. Vasco coordenou as campanhas de Teixeira à Presidência do Santos em 2005, 2007 e 2009, vencendo duas e perdendo uma delas.

Voltou ao conselho em 2015, após coordenar a campanha vitoriosa de Modesto Roma Júnior em 2014, cargo que voltou a ocupar na campanha de reeleição de Modesto, sem sucesso em 2017.

Fora do Santos, foi presidente da Câmara dos Diretores Lojistas Santos-Gonzaga (atual Santos-Praia) e secretário de Turismo de Santos na gestão do prefeito Oswaldo Justo. Medebista histórico, ocupou diversos cargos no partido. Na OAB Santos, colaborando com a diretoria, conseguiu livrar a entidade de um enrosco com o Ministério Público do Meio Ambiente que impedia a inauguração da Sede de Lazer no Morro da Nova Cintra. Jurista de notório saber, Vieira se formou na Casa Amarela (Faculdade de Direito da Unisantos) e tinha paixão pelo Direito Ambiental. Entre seus amigos mais leais está o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Antonio Cezar Peluso, seu contemporâneo de Faculdade. A amizade com Peluso abriu portas para a Cidade no STF.

Vasco deixa a esposa Mirian e os filhos Vasco Vieira Júnior e Flávia Vieira e dois netos.

Repercussão

Responsável por levar Vasco Vieira ao clube, o ex-presidente Rubens Quintas Ovalle destacou a paixão de Vasco pelo Santos. “Conheci o Vasco jovem. Era um homem apaixonado pelo Santos e por Pelé. Levei ele ao clube onde colaborou muito com nossa gestão sempre com verdade, muitas vezes dura, e lealdade extrema. Perco um amigo querido”.

Vice-presidente de Futebol da gestão de Quintas, o conselheiro efetivo José Rubens Marino lembra com saudade do bom amigo. “Baita companheiro na gestão do Rubens Quintas. Fez parte da equipe do vice-presidente de Administração e Finanças, Alvaro Bandara junto com Marcos Rossemberg e Rubens de Jesus Rodrigues, colaborou para sanear o clube. Era proprietário da Solier Calçados Femininos, que foi meu cliente no banco que gerenciava. Um grande santista que fará falta”.

O ex-presidente do clube e do Conselho, Marcelo Teixeira, lembrou da dedicação de Vasco ao clube. “Vasco Vieira foi um atuante alvinegro, participou de diversas fases importantes da história do clube nos últimos anos, quer na área administrativa, em diretorias, assim como no egrégio Conselho Deliberativo. Personalidade forte, com convicções bem definidas, defendendo seus ideais em prol do Santos FC. Coordenou campanhas políticas elaborando chapas para concorrer às eleições, com critérios de preservação dos associados mais experientes mesclando com mais jovem em um processo natural de renovação priorizando sempre os que estivessem mais comprometidos e preparados para compor o órgão, demonstrando muita liderança positiva e organização em seus trabalhos. O Santos FC perde uma de suas lideranças políticas”.

O ex-presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, preferiu comentar as qualidades pessoais do amigo e a tragédia do Covid-19.  “Amigo leal, rabugento e competente levado por uma doença mais letal do que alguns acham e negam”.

Conselheiro junto com Vasco, Alberto Francisco de Oliveira Júnior, lamentou o falecimento. “Vasco ajudo muito ao Santos sem querer nada em troca. Tipo de santista que está em extinção”.

Ex-presidente da OAB Santos e ex-conselheiro do Santos, Rodrigo de Figueiredo Lyra lamentou o falecimento do colega. “Vasco era um grande conselheiro e um grande advogado. Com sua ajuda abnegada na OAB Santos, conseguimos inaugurar a Sede Social no Morro da Nova Cintra em uma força tarefa que tinha ele, Manoel Ogando e o Maurício Faro, entre outros. Fará muita falta”.

Sócio do Santos e ex-prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa conheceu Vasco quando ambos trabalharam juntos na gestão do ex-prefeito Oswaldo Justo. “Era um entusiasta da Cidade de Santos e do Santos FC. Um seguidor leal dos ideais do Justo e do antigo MDB. Sempre que convocado colaborou. Meus sentimentos aos familiares e amigos”.

O velório ocorrerá às 8h e sepultamento às 10h no Cemitério Metropolitano em São Vicente.

Estagiário no Meu Peixão e futuro Jornalista.

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