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Matheus Francisco

Robert, um predestinado em 2002

Robert passa pela marcação de Fabinho, na final do Brasileiro-2002 (Foto: Epitácio Pessoa / Ag. Estado)

Fala rapaziada, peixada e moçada tudo bom com vocês? Por aqui, tudo tranquilo, esperando o jogo do Peixão, e quem sabe aqueles 3 pontos marotos pra deixar a gente animado pra caramba.

Mas, como quinta feira é dia de TBT, gostaria de lembrar um jogo pra lá de especial, e muito comentado pelo clã alvinegro. Estou falando nada mais, nada menos que o jogo da redenção em 2002 contra os gambás. Em especial do segundo jogo, e nem estou focando nessa partida pelo título, mas sim, por um personagem em especial. O meia Robert, vulgo Robert Cabelo de Boneca Velha, que pode passar desapercebido por muitas pessoas, mas quem viu o cara jogar sabe que ele era sinistro.

Ocorre, que ele deu um pouco de “azar” por ser contemporâneo de diversos outros meias habilidosos, pois caso contrário o cara teria uma carreira mais intensa na Seleção Brasileira.

Lembrei desse jogador em especial, pois ontem ele concedeu uma entrevista, ao canal Crônicas Santistas, do meu brother Roberto Suehiro, e foi muito bacana rever esse craque e reviver algumas histórias que ele vivenciou com a camisa do Peixão.

Vale lembrar que ele esteve  presente no elenco que foi vice campeão em 1995, e também esteve presente na final do Campeonato Paulista de 2001. Poderia parecer que ele era meio “zicado”, mas a história mostrou que os predestinados um dia encontram com o seu destino e no caso do Robert havia uma marca de vitorioso em suas costas. Quis também o destino que a redenção viesse com a nossa camisa (ainda bem), e de uma forma inusitada. Afinal de contas, a saga alvinegra para aquele título tem como protagonistas a dupla Diego e Robinho. E não é que o Diego, que já estava machucado, sai de campo logo nos minutos iniciais? Sim…e como seria enfrentar o grande rival em uma final de campeonato nacional, sem uma de suas principais peças? O acaso tinha uma carta na manga, e ela atendia pelo nome de Robert Cabelo de Boneca Velha. O cara entrou na partida e roubou a bola que deu origem às famosas oito pedalas que a gente tanto conhece.

Todos sabemos da importância desse título para o torcedor e fazer parte dessa conquista obviamente coloca esse meia na prateleira dos ídolos alvinegros.

Estamos falando de um cara muito habilidoso, um ótimo passador, que tinha uma maneira de dominar a bola já protegendo do seu adversário, um exímio cobrador de faltas e, antes de mais nada, um cara predestinado a vencer com a camisa do Santos Futebol Cube.

Hoje, o Cabelo de Boneca Velha não existe mais e ele se apresenta com uma careca simples, mas sempre estará em nossas lembranças como um cara valioso para a nossa retomada de conquistas e glórias.

Obrigado Robert, você é o cara.

Menino da Fila.

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