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Análise tática: Santos vence o Coxa pelo Brasileirão, no esquenta pra Copa do Brasil

Foto: Ivan Storti / Santos FC

Nesse Domingo, o Santos derrotou o Coritiba, em confronto válido pela 2ª rodada do Brasileirão.

Antes de falarmos táticamente de como foi a partida, vale ressaltar que essa análise também foi feita lá no canal do nossos parceiros do tática didática:

O Santos ontem demonstrou muitos pontos que tem a melhorar tanto em fase ofensiva, quanto em fase defensiva (e aqui principalmente).

A equipe vem buscando uma melhor estrutura pra jogar, e por enquanto, jogos como esses vão ser normais até que a equipe consiga se encontrar e ter um melhor equilíbrio tático, mesmo que Bustos tenha 20 dias livres de treinos.

Enfim, um primeiro tempo em que o Santos ofensivamente foi muito forte, buscando um jogo mais direto. A saída de bola variava entre uma saída 2+3, com apenas os zagueiros buscando fazer já o lançamento para o lado esquerdo, ou com uma saída 3+1, com Fernandez vindo entre os zagueiros, e Zanocelo dando apoio na base da jogada, pra assim receber e iniciar a construção.

Em todo momento o Santos buscava o lado esquerdo, o jogo passava muito por Ângelo, que era a porta de saída em contra ataques e referência em ataques rápidos, permanecendo na amplitude pra receber e ficar no 1vs1 contra Egídio (lateral do Coritiba).

A equipe manteve durante toda a partida, um sistema 4-4-2, com Marcos Leonardo e Leo Baptistão vindo atacar a profundidade. O primeiro gol, foi resultado de uma boa jogada do Santos. Inicia em uma saída a 3, com Zanocelo agora vindo entre os zagueiros, recebe e esconde a intenção para lançar Ângelo que atraí a marcação do Coxa fazendo a equipe paranaense quebrar as linhas para Leo Baptistão atacar o espaço.

O Santos é uma equipe que cruza bastante, todos os cruzamentos seguem o mesmo padrão: Lucas Pires vai até a linha de fundo, o três jogadores ocupam a área + Madson com liberdade para subir e atacar o lado oposto, para Lucas Pires cruzar na segunda trave. O segundo gol, foi uma dinâmica bem parecida, mas acabou que Lucas Pires cruzou rasteiro para Marcos Leonardo e a bola acabou batendo em Henrique do Coritiba, que corta mal e entra.

Vale ressaltar o bom contra ataque do Santos, com jogadores viajando juntos, Marcos Leonardo temporizando para a vinda de Lucas Pires.

A equipe de Fabian Bustos demonstrava problemas defensivos. O primeiro deles é a falta de compactação das linhas, mas isso faz parte para o que vem depois que a equipe recupera bola, pois serve para favorecer o jogo direto. Mesmo assim, são riscos que são admitidos, já que na transição defensiva deixa muitos espaços, e espaços que o Coritiba soube atacar quando a equipe vem pressionar após perda.

Além disso, no primeiro tempo o Coritiba explorou muito os intervalos entre zagueiro-lateral pelo lado direito na primeira linha Defensiva do Santos, coisa que pouco conseguiu no lado esquerdo com a boa partida sem bola de Jhojan Júlio (que tecnicamente foi mal, mas táticamente muito bem, coisa que até foi comentada na transmissão do Premiere), explica um pouco a saída de Ângelo no segundo tempo, que por mais eu não concordasse, no segundo tempo o Santos sofreu pouco pelo lado direito por conta da boa entrada de Lucas Braga para a organização defensiva.

Santos sabendo que o Coritiba tinha dificuldades quando se instalava em fase ofensiva para circular a bola, deixou o Coxa com ela, que pouco conseguiu abrir espaços e praticamente não houve lance de perigo do Coritiba no segundo tempo, pois ficou o tempo todo partindo pro jogo apoiado com passes pra trás e pro lado pra ver se conseguia abrir espaços na defesa do Santos.

O Santos por sua vez teve dificuldade para assim que conseguia recuperar a bola contra atacar. Com a saída de Ângelo, o Santos perdeu sua referência, e com a melhora do Coritiba em orientar a pressão pós perda, e contando com alguns momentos de displicência dos jogadores do Santos, o Santos no segundo tempo pouco teve momentos que conseguia se instalar ou chegar a área do Coritiba.

Um placar final justo para que foi o jogo de ambas as equipes.

Vale destacar a boa partida de Maicon, principalmente antecipando e pressionando os jogadores do Coritiba para proteger o entrelinhas, ganhando também duelos pelo alto.

Gabriel Salu é apaixonado pelo Santos, pelo futebol, assiste NFL nas horas vagas e é o analista do Peixe no Tática Didática.

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